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Norma Internacional de Área de Escritórios – IPMS

Postado por admin em Finanças, Leis, Notícias | 28/11/2014 | Nenhum comentário em Norma Internacional de Área de Escritórios – IPMS

Qualquer imóvel é medido em metros quadrados, portanto um escritório de 100m² tem o mesmo tamanho de outro com 100m², certo?! Apesar da resposta obviamente parecer sim, ela é: depende!

 

IPMS

 

Mesmo analisando um único tipo de imóvel, existem inúmeras formas de se calcular a área do mesmo e isto pode variar bastante de uma localidade para outra.

 

Até mesmo segmentando e falando de um único tipo de imóvel podemos ter problemas. Como exemplo, veja o mercado de escritórios no Brasil, é possível ter muitos tipos de área: total, útil, privativa, de carpete, BOMA, etc. Qual a correta? Qual deve ser utilizada?

 

Não há uma resposta única e ao longo do tempo os usos e costumes fizeram com que diferentes metodologias fossem adotadas gerando confusão. Estas discrepâncias podem impactar significativamente no valor, algumas vezes sendo favorável ao proprietário e outras ao ocupante.

 

A diferença entre um “tipo” e outro de área é o que está incluso na conta. Como exemplos, podemos citar: hall de entrada, poço dos elevadores, casa de máquina do ar-condicionado, banheiros, espessura das paredes, etc.

 

Imagine agora a situação de um investidor ou ocupante de grande porte que tem presença global. O escritório em Buenos Aires utiliza uma fórmula diferente da do de São Paulo, ou do de Londres. Fica difícil e complicado comparar os investimentos, aluguéis ou mesmo a eficiência dos escritórios. Este problema se estende aos bancos que oferecem financiamentos e fianças, às seguradoras, aos profissionais de avaliação e claro aos corretores.

 

Para padronizar a forma de se medir imóveis, foi fundado o IPMSC – International Property Measurement Standards Coalition – uma entidade internacional, independente e sem fins lucrativos fundada por 56 entidades imobiliárias de diversas nacionalidades. O objetivo é criar uma norma global que seja a referência para o mercado imobiliário. O primeiro resultado foi a publicação do International Property Measurement Standards: Office Buildings (Padrão Internacional de Medidas Imobiliárias: Edifícios de Escritórios) que dá as diretrizes básicas para cada país adotar. A Inovação Imobiliária teve uma atuação ativa no acompanhamento e incorporação desta norma.

 

Nos próximos anos, um amplo cronograma prevê o estudo e implantação de normas IMPS para os diversos tipos de imóveis. Desde o princípio, a aceitação foi muito grande e leis locais podem ser criadas para obrigar a adoção dos novos padrões, como o caso de Dubai que imediatamente implantou a norma.

 

www.ipmsc.org

Norma de Desempenho

Postado por admin em Notícias | 19/08/2013 | Nenhum comentário em Norma de Desempenho

 

Após muitos anos de discussões e adiamentos, entrou em vigor a Norma de Desempenho (NBR-15.575) que muda de forma significativa a construção imobiliária no Brasil. Uma das modificações que ocorreram nas inúmeras revisões foi a validade da norma de desempenho para edificações com qualquer número de pavimentos.

 

Muda o conceito das tradicionais normas que especificam a forma pela qual um produto deva ser executado. Aqui, todo e qualquer produto, deve atingir um desempenho estabelecido não importando a forma pelo qual foi produzido ou executado. Portanto, esta nova norma tem um grande ponto positivo de estabelecer patamares mínimos de desempenho para os principais sistemas construtivos impactando na qualidade final dos imóveis e propiciando maior conforto aos usuários.

 

Norma de Desempenho

 

 

Como toda norma da ABNT, ela tem força legal e sua aplicação é mandatória. Mais ainda, as demais normas aplicadas à construção continuam a valer.

 

Apesar de existirem normas sobre manutenção predial e manual de operação e manutenção, a falta de especificação da vida útil dos sistemas dificultava o planejamento de longo prazo. A nova norma estabelece valores mínimos para a vida útil (Ex. vedação externa = 40 anos; estrutura = 50 anos), tornando a importância da manutenção predial ainda maior.

 

Entretanto, o lado negativo para o consumidor é a eventual redução da garantia de componentes construtivos. A construtora/incorporadora pode estipular, por exemplo, que os revestimentos dos banheiros tenham uma garantia de 2 anos ao invés dos tradicionais 5 anos originalmente estabelecidos no Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Isto, porém, não significa uma redução da responsabilidade do produtor imobiliário. De certa forma, agora o processo de produção, uso e garantia de um imóvel se aproxima ainda mais do mercado automobilístico.

 

Lembramos que para o sucesso da nova norma, é essencial uma ampla divulgação e posterior fiscalização.

 




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